Não, este post não é para falar da Pépa.
Ja falei o suficiente, li vários pontos de vista e até fui saber o preço da Chanel que a "catorreira" tanto ambiciona.
Este post começa por dizer: a sério que há mais de um mês que não vinha cá? Tenho mil desculpas debaixo do braço, mas não vou usar nenhuma. Talvez vos diga apenas que acho que este blog, desenhado para materializar os meus desejos, tipo, materialistas talvez esteja pronto para mudar de rumo.
Não sei bem explicar.
Sei que simplesmente há coisas que me entusiasmam em determinado momento e que, depois, vistas de outro ângulo não me parecem acrescentar nada. E parecia-me isso: que este blog de moda não trazia nada de divertido ou de original.
Não quer dizer que por cá não continuem a aparecer desejos que o dinheiro pode comprar, que só dizer que não será exclusivamente isso.
Prometi (não o fizemos todos?) que este ano ia ser mais cerebral e menos material. Comecei pelas boas intenções e empilhei os livros que quero ler na mesinha de cabeceira verde (pela qual suspirei meses!!!!) Ainda não toquei em nenhum. E não posso garantir que seja por falta de tempo. Acho mesmo que é por um desinteresse geral no que me rodeia. Chego a casa sempre a fervilhar com ideias, com teorias que sei que quero partilhar, mas nunca as chego a por no papel: ou em qualquer outra área da realidade que as mereça.
Estou cansada. Exausta de injustiças, de noticias deprimentes, de rostos tristes na rua, de lojas que fecham sem cessar. Não considero ir embora. Digo-o muitas vezes alto, quase que a tentar perceber se me convenço, mas sei que não consigo.
Sou uma lapa. Coladinha à sua rocha que sabe segura (será que é?). Não, não estou em formato depressão, estou tão somente a tentar entender onde vamos a seguir. Talvez seja essa angustia, a do eterno "viver um dia de cada vez" que não me deixa pensar mais longe.
Portanto, é por aqui que pretendo colocar-me na ponta dos pés a tentar espreitar mais longe, e a adivinhar futuros além da linha do horizonte.
Preciso de pensar, e preciso de saber que, mesmo que ninguém leia, posso partilhar o que sei, o que sinto e o que sou além de fotografias de marcas que nunca cheguei a ter.